2ª Conferência Estadual Livre e Democrática de Assistência Social destacou impactos negativos nas políticas sociais e no acesso a direitos na atualidade

Aproximadamente 120 pessoas se reuniram no último sábado, 16, na 2ª Conferência Estadual Livre e Democrática de Assistência Social do Estado de São Paulo, organizada pelo Fórum de Trabalhadoras e Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social de São Paulo (FETSuas-SP). A Conferência Estadual antecede a Conferência Nacional Democrática de Assistência Social, que acontecerá nos próximos dias 25 e 26, em Brasília.

O evento, que teve como eixo principal o tema Assistência Social: Direito do Povo, com Financiamento Público e Participação Social”, aconteceu na Quadra do Sindicato dos Bancários, no centro de São Paulo, e contou com a participação especial da professora e pesquisadora Maria Carmelita Yasbek, que integrou a mesa de análise de conjuntura, com analisando os impactos das mudanças de gestão do País e, por consequência, o contínuo desfinanciamento em políticas sociais.

Mesa de abertura da Conferência Estadual de Assistência Social.

O início da conferência se deu com a apresentação e saudação dos representantes das entidades que integram o FETSuas-SP.  Kelly Mellati, conselheira presidenta do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo — 9ª Região (CRESS-SP), enfatizou em sua fala o significado do encontro. “Essa conferência é um convite e uma convocação para que a gente pense o processo de conferência de outra forma, desburocratize as nossas práticas, torne mais acessível a prática política no interior da Política de Assistência Social, a luta por direitos e o significado que essa política tem na vida das pessoas, na proteção que estabelece no cotidiano e na vida delas. Esse é o nosso dilema e a tarefa para nós, que somos sujeitos deste tempo. Temos a opção de ‘passar batido’ por essa tarefa ou carregá-la como nossa responsabilidade política”.  

Houve, após a abertura, um momento de descontração promovido pelos/as trabalhadores/as da Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo (APEMESP).

Patrícia Ferreira da Silva, conselheira vice-Presidenta do CRESS-SP, abordou em sua explanação sobre os ataques aos instrumentos de luta e de defesa da classe trabalhadora. “Precisamos falar muito de resistência, precisamos saber quais são os nossos meios de luta, o que estão fazendo com eles e como é importante a gente identificar e fazer processo de resistência com esses instrumentos”, apontou, destacando alguns instrumentos de defesa que têm sofrido constantes ataques e ressaltando a importância da participação popular e do controle social. “É importante dizer que controle social e participação popular precisam acontecer e que é importante que a gente comece a pensar sobre como garantir que o controle social seja autônomo e independente dos muros do Estado”, afirmou.

Patricia Ferreira da Silva, vice-presidenta do CRESS-SP

 

Patrícia encerrou parabenizando e agradecendo a presença de todos/as os trabalhadores/as e dando ênfase à importância da união e da resistência. “Defender condições de trabalho é defender qualidade de atendimento. Precisamos nos unir e construir resistência, e nessa conferência nós já estamos em um processo extremamente importante. Quero parabenizar a todos e todas, e agradecer pela presença de vocês”.

Análise de conjuntura com a profa. Carmelita Yasbeck

Em entrevista, a professora Maria Carmelita Yasbek comentou em linhas gerais a análise de conjuntura realizada. “Eu fiz a análise tentando localizar as determinações do próprio capitalismo. O que o capitalismo nesta fase atual,  ‘financeirizado’, tem a ver com o desmanche das políticas sociais. Na minha avaliação, não interessa ao capital, hoje, nenhuma concessão, porque a gente vem de um ciclo de concessões, não só no Brasil, mas na América Latina e na própria Europa. Há certo pacto entre as classes. Através desse pacto, ocorrem essas ‘concessões’, entre aspas, porque há toda uma luta, também, da população para conseguir políticas públicas, políticas que atendam às suas necessidades. E, ao que tudo indica, esse pacto está rompido, não interessa tanto ao capital, hoje, oferecer nada para a população. E isso se expressa nas políticas que são focalizadas, que são desfinanciadas, e a própria população sente. Não há recursos, não há serviços. Então o quadro é muito preocupante”, avalia.

O evento contou, ainda, com um mural e uma tribuna livres, para que todos/as pudessem se manifestar, expressar suas ideia e registrar suas impressões e apontamentos.

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