Março é mês de lutas!

Fonte: Conlutas

A próxima semana será de mobilizações e paralisações por todo país. Como parte das ações de agitação, a CSP-Conlutas confeccionou um panfleto para ser trabalhado nesses dias de luta.

Neste 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, está sendo chamado uma greve geral contra a violência machista e os ataques  aos direitos das trabalhadoras pelo mundo.  No Brasil, estaremos nesta mobilização e vamos para as ruas para barrar as reformas da Previdência e trabalhista e os ataques que vêm sendo aplicados pelo governo Temer.

Neste ano, as mobilizações serão um marco e terão caráter internacionalista que significará um avanço na organização das mulheres contra os mesmos ataques e os mesmos inimigos.

No mundo inteiro, as mulheres têm sido protagonistas de lutas importantes e necessárias para a conquista de direitos e contra o machismo e os ataques do neoliberalismo. De 2016 pra cá, na Polônia elas estiveram de preto em dia de greve geral pelo direito ao aborto, estiveram na Suécia contra o estupro, em países islâmicos contra a opressão e por igualdade, no Brasil, na Argentina – com uma hora de greve – e em outros países latino-americanos, protestando contra a violência, o feminicídio cada vez mais presente e a política de ajustes fiscais dos governos, na França contra a reforma trabalhista, mais recentemente nos Estados Unidos, contra a política xenófoba, o perfil racista, lgbtfóbico e misógino do presidente Donald Trump e também seus planos de austeridade.

No Brasil, contra os ataques do governo, a violência e as consequências da crise que têm recaído com mais força nos ombros das mulheres,  a CSP-Conlutas e o MML (Movimento Mulheres em Luta) estarão nas ruas. “Este 8 de março tende a ser um marco na luta das mulheres. Tivemos um chamado internacional de greve contra a violência e os ataques aos nossos direitos, desde a Argentina, com o movimento ‘Ni una a Menos’, à marcha das mulheres nos Estados Unidos. Estamos nessa construção para fortalecer o protagonismo das mulheres e avançar na unidade dos trabalhadores para a construção da greve geral, a fim de barrarmos as reformas da Previdência e trabalhista e os ataques aos nossos direitos que o governo Temer vem aplicando”, explica Marcela.

As mulheres serão as mais atacadas com a PEC da Previdência. O fim da aposentadoria por tempo de contribuição, o aumento da idade mínima para as mulheres, de 60 para 65 anos, e o fim da aposentadoria especial para professores (categoria formada majoritariamente por mulheres), são alguns dos exemplos de impactos que a reforma trará à vida dessas trabalhadoras. “Estaremos nas ruas exigindo nenhuma a menos, nenhum direito a menos, e pela greve geral, já”, completou Marcela.

Outra data importante é 15 de março, Dia Nacional de Paralisações, convocado pelas Centrais Sindicais. Assembleias, protestos, atrasos nas entradas, trancamento de rodovias, greves, manifestações estão sendo organizadas em diversos estados. Esta paralisação nacional precisa ser um passo para a convocação imediata de uma Greve Geral no país.

Uma das principais bandeiras do 15 de março é denunciar as reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo governo Temer e dizermos em alto e bom som que não aceitaremos esses ataques aos direitos dos trabalhadores.

 

 

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